⚠️ Golpes bancários crescem no Brasil e levantam dúvida: quando o prejuízo é do banco e quando é da vítima?

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Com o avanço das transações digitais, milhões de brasileiros têm sido alvo de fraudes financeiras envolvendo Pix, boletos falsos, empréstimos não reconhecidos e clonagem de cartões. A questão que surge é: quem deve arcar com o prejuízo, o banco ou o cliente?

📊 Panorama das fraudes

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Segundo levantamento do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, cerca de 24 milhões de pessoas foram vítimas de golpes entre julho de 2024 e junho de 2025, com perdas que somam aproximadamente R$ 29 bilhões. O dado evidencia a dimensão do problema e reforça a necessidade de informação para que consumidores saibam como agir.

⚖️ Responsabilidade jurídica

De acordo com o advogado João Marques, especialista em Direito Bancário, a análise parte do princípio da responsabilidade objetiva, previsto no Código de Defesa do Consumidor.

  • Quando o banco responde: em casos de falha na prestação do serviço ou nos sistemas de segurança, a Justiça costuma responsabilizar a instituição financeira.
  • Quando o cliente responde: se houver fornecimento voluntário de senhas, códigos ou transferências realizadas após orientação de criminosos, a responsabilidade pode recair sobre o consumidor. Cada caso é analisado individualmente.

🎭 Golpe do falso advogado

Entre os golpes mais recentes está o chamado “golpe do falso advogado”, que utiliza informações reais de processos judiciais para enganar vítimas. Os criminosos acessam documentos públicos, criam PDFs com dados verídicos e entram em contato se passando por advogados, prometendo liberação de valores. O alvo principal são pessoas que aguardam decisões judiciais, como aposentados em ações previdenciárias ou trabalhadores em processos trabalhistas, explorando a expectativa de recebimento.

🚨 Como identificar a fraude

Alguns sinais de alerta:

  • Contato por número desconhecido
  • Solicitação de dados bancários para liberar valores
  • Videochamadas pedindo para mostrar o aplicativo do banco aberto
  • Pedido de transferência como “confirmação de titularidade”

O especialista reforça: nenhum advogado solicita dados bancários por ligação ou videochamada para liberar pagamentos judiciais.

🛡️ O que fazer se cair no golpe

  • Contatar imediatamente o banco e solicitar bloqueio ou estorno da transferência
  • Registrar boletim de ocorrência, preferencialmente em delegacias especializadas em crimes cibernéticos
  • Guardar todas as evidências: prints, números de telefone, PDFs e comprovantes
  • Informar o advogado verdadeiro, caso o nome dele tenha sido usado
  • Registrar reclamação no Procon pela plataforma consumidor.gov.br

🔑 Informação é prevenção

Com o crescimento das fraudes digitais, especialistas reforçam que atenção e conhecimento são as principais ferramentas de proteção. Identificar sinais de golpe e compreender os direitos do consumidor podem ser decisivos para evitar prejuízos ou buscar reparação.

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