
Apesar dos avanços científicos, mitos sobre vacinas continuam colocando em risco a saúde da população idosa. Frases como “vacina causa doença” ou “já sou idoso, não preciso mais me vacinar” ainda circulam nas redes sociais e contribuem para a baixa adesão à imunização.
Segundo o infectologista Felipe Moreno, é essencial combater essas crenças. “As vacinas são feitas justamente para prevenir formas graves. Eventos adversos sérios são extremamente raros, e o risco da doença é muito maior”, explica.
O médico reforça que a vacinação é ainda mais importante na terceira idade. “Quando na verdade, é exatamente o contrário: é quando mais precisa”, afirma. Ele lembra que muitas vacinas exigem reforços ao longo da vida para garantir proteção contínua.
🧬 Corpo mais vulnerável exige reforço na imunização
“O idoso não só fica mais suscetível a doenças, como também tem maior risco de evoluir com formas graves, internação e até óbito. A vacina, nesse contexto, é uma das ferramentas mais eficazes de prevenção”, destaca Moreno.
💉 Vacinas recomendadas para idosos
- Influenza (gripe) – dose anual
- COVID-19 – conforme calendário de reforços
- Pneumocócicas – prevenção de pneumonia e complicações
- Herpes-zóster – reduz risco da doença e da dor crônica associada
- dT ou dTpa (difteria e tétano, com ou sem coqueluche) – reforço a cada 10 anos
Outras vacinas, como hepatite B e febre amarela, podem ser recomendadas conforme o histórico de saúde e avaliação médica.
⚠️ Consequências da vacinação em atraso
Deixar de se vacinar ou atrasar doses traz impactos individuais e coletivos. Além de aumentar o risco de hospitalizações e agravamento de doenças, contribui para a sobrecarga do sistema de saúde. “Quando o idoso não está com a vacinação em dia, ele fica exposto a doenças potencialmente graves”, alerta o infectologista.





