
Falhas de comunicação, identificação incorreta e erros de medicação seguem entre os principais riscos nos serviços de saúde. Especialistas explicam como protocolos e participação do paciente ajudam a reduzir falhas.
Mesmo com avanços na medicina e protocolos cada vez mais rigorosos, erros evitáveis ainda podem ocorrer nos serviços de saúde. Em muitos casos, poderiam ser prevenidos com medidas simples. Entre os principais riscos estão falhas na identificação do paciente, problemas de comunicação entre equipes e equívocos na administração de medicamentos.
De acordo com especialistas, garantir um cuidado seguro não depende apenas das instituições, mas também da participação ativa de quem está sendo atendido. A gerente de Enfermagem do Hospital Evangélico de Sorocaba, Karina Pereira de Oliveira, destaca:
“Um paciente bem informado e participativo ajuda a reduzir riscos. Ele deve estar atento às informações sobre o próprio cuidado, como dados pessoais, histórico de saúde, alergias e medicamentos em uso.”
⚠️ Principais riscos para o paciente
- Identificação incorreta: troca de prontuários ou procedimentos realizados em pacientes errados
- Erros de medicação: dose inadequada, troca de medicamentos ou interações perigosas
- Falhas de comunicação: informações incompletas entre profissionais ou com o próprio paciente e familiares
- Infecções relacionadas à assistência
- Falta de confirmação de procedimentos antes de cirurgias ou exames
🧾 Informação como barreira contra erros
Antes de qualquer procedimento, entender exatamente o que será feito pode evitar falhas importantes. Perguntar e confirmar dados não deve ser visto como constrangimento, mas como atitude de segurança.
Entre os pontos que devem ser confirmados pelo paciente estão:
- Nome completo e data de nascimento
- Procedimento que será realizado e sua finalidade
- Lista de medicamentos em uso
- Orientações pós-atendimento
🏥 Protocolos de segurança
Nos bastidores, equipes seguem rotinas padronizadas de checagem antes de qualquer procedimento. Há também a chamada pausa de segurança, em que todos os profissionais revisam as informações junto ao paciente.
“Ele pode e deve confirmar seus dados e o procedimento. Essa participação é parte essencial da segurança”, reforça Karina.
💻 Tecnologia como aliada
Hospitais vêm incorporando tecnologia para reduzir ainda mais as chances de erro, especialmente na administração de medicamentos. No Hospital Evangélico de Sorocaba, por exemplo, prescrições são feitas eletronicamente, a farmácia realiza a separação com apoio de sistema mobile e a equipe de enfermagem administra o medicamento com checagem por código de barras da pulseira e do remédio.
“Isso garante que o medicamento esteja sendo administrado no paciente correto, na hora correta e segura”, explica a gerente.
🚫 O mito que aumenta riscos
Um dos maiores desafios ainda é cultural: muitos pacientes evitam questionar por receio de atrapalhar o atendimento.
“Perguntar, confirmar informações e participar ativamente do cuidado aumentam a segurança. A prevenção de erros depende de uma comunicação aberta e sem barreiras”, conclui Karina.





