
Muitas pessoas choram de alegria quando vencem alguma competição. Será de alegria? Na verdade é uma resposta fisiológica e psicológica complexa para liberar emoções extremas como estresse acumulado e tensão. É alegria, no entanto chora. Na outra ponta teve até uma levantadora de peso cubana que vibrou tanto na saída do peso que deslocou o ombro e não pôde mais competir. Enfim, descargas emocionais.
Certo dia ouvi num destes podcasts que o responsável por nos colocar diante das nossas preferências principalmente na rede internet e no rádio deve-se ao estudo de determinada plataforma que conhece os nossos hábitos emulados a partir de nosso comportamento comercial on-line e a captura de nossos valores por plataformas especializadas, mui subliminarmente. Convenhamos que isso é verdade.
Porém algumas coisas como ligar o rádio pensando numa música e a música estar tocando pode ser coincidência ou o funcionamento anômalo e geralmente inofensivo, de nossos lóbulos frontais; o direito e o esquerdo. Se estes não estão ajustados na mesma frequência, e frequentemente não estão, o que ocorre é que um dos lóbulos tem acesso primeiro à informação. Coisa de milésimos de segundos. É o famoso deja vu, `fenômeno´ muito bem caracterizado na neurologia humana.
O Pânico, a Síndrome, pode causar sérias distorções da realidade e às vezes consegue inverter a realidade para o panificado, apelido dos portadores da síndrome. É muito sério isso. Pode ser provocado também com o uso de lactato de sódio intravenoso (Ringer com Lactato) e alguns gatilhos.
O mimetismo, adaptação comportamental ou imitação, de voz, gestos e trejeitos ocorre quando uma pessoa conta, por exemplo, um caso, um evento e mimetiza tentando ser o dono da emoção do mimetizado, com vozes, bocas e caretas. O mimetizador faz isso sem ter consciência do que está fazendo.
A desrealização por seu turno é uma das consequências nas pessoas com a Síndrome do Pânico quando o mundo ao seu redor parece irreal, distante, distorcido ou dá a impressão de que você está fora dele.
Todas essas informações derivadas do estudo destas desordens, uns mais e outros menos, duvidosos ou não, precisam ser disponibilizadas para a sociedade organizada como forma de enfrentamento evitando que as pessoas, na sua ânsia de lidar com algo que não compreendem, acabem aderindo ao consumo de bebidas e/ou consumo de drogas.
Daí para se perder da sociedade é um pulinho e não faltarão amigos, com os mesmos distúrbios, iguais ou parecidos e não tratados, logo doentes, a animar o consumo principalmente da mais usada das drogas, o flagelo da humanidade, que é o álcool em todas as suas formas.





