
Todo ser humano já se sentiu ansioso e com medo da incerteza do amanhã. É o medo de uma doença, da possibilidade de desemprego, da violência das ruas, de uma possível crise familiar e, principalmente, da morte futura.
Biblicamente falando, na língua grega, que é a língua escrita do Novo Testamento, o termo ansiedade significa estrangulamento. A ansiedade real tira o oxigênio da pessoa, asfixia, rouba forças e, principalmente, tira as perspectivas de futuro. Assim, a ansiedade é aquela preocupação exagerada com o que vai acontecer no futuro.
Mas a ansiedade existe, ela é real na vida das pessoas. Só que a ansiedade só tende a piorar qualquer situação e, jamais ajuda. A razão é simples: ninguém sabe nada sobre o amanhã. O amanhã só existirá quando se chegar lá. O dia de viver é hoje. Repetindo: todavia, a ansiedade existe e pode causar terríveis efeitos psicossomáticos. Então, é preciso buscar ajuda psicológica e espiritual.
É preciso entender e fazer distinção entre a “ansiedade normal” e a “ansiedade neurótica”. A primeira é uma reação natural frente aos perigos e ameaças que são percebidos. Esta pode ser controlada e ou diminuída em razão das modificações das circunstâncias exteriores ou de trabalho de maturação psicológica e ou espiritual atingida pelo ansioso.
A segunda é quando se internaliza sentimentos exagerados de medo, de desespero frente aos problemas a serem enfrentados, sendo estes reais ou inexistentes. É preciso identificar a origem do problema e esse é o primeiro passo para amainar e debelar a ansiedade. Por isso, o ansioso precisa buscar ajuda profissional e espiritual; porém, de gente séria, equilibrada e que tenha boas indicações. O mundo está cheio de charlatães, tanto na área psicológica quanto na espiritual.
A ansiedade sempre causa sofrimento desnecessário, distorce a realidade e enfraquece a fé de qualquer pessoa, independente de suas crenças ou fé religiosa. E isso distorce completamente aquilo que é a vontade de Deus para as pessoas. Jesus deu um conselho sempre atual quando ensinava no Sermão do Monte: “Portanto, não vos preocupeis com o dia de amanhã, pois o amanhã trará suas próprias preocupações. É suficiente o mal que cada dia traz em si mesmo” (Mateus 6:34 KJA).
Não importa a tempestade em alto mar, o que traz a bonança dentro do navio é a sua fortitude e a competência do comandante. No barco da vida é a presença de Jesus, o comandante supremo, dentro da vida de cada pessoa, que fará a bonança chegar (veja Mateus 8:23-27).
Que Deus a todos abençoe.





