🦟 Calor, chuvas e influência do El Niño elevam risco de dengue no Brasil

Mudanças climáticas favorecem a proliferação do Aedes aegypti e exigem atenção redobrada à prevenção.

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A combinação de temperaturas elevadas e aumento das chuvas, intensificada pela influência do El Niño, tem preocupado especialistas e autoridades de saúde em todo o país. O fenômeno cria condições ideais para a proliferação do Aedes aegypti, mosquito transmissor da dengue, especialmente nas regiões Sul e Sudeste.

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Segundo a infectologista Tassiana Galvão, da Santa Casa de São Roque, o aumento dos casos está diretamente ligado às variações climáticas.

“O excesso de chuvas amplia os focos de reprodução e as temperaturas altas aceleram o ciclo de vida do mosquito, o que resulta em maior circulação do vírus e mais casos”, explica.

🔬 Sintomas e diagnóstico

A especialista lembra que existem quatro sorotipos da dengue e que os sintomas iniciais costumam ser semelhantes — febre alta, dores intensas no corpo, dor de cabeça e mal-estar.

“O que muda é a gravidade, principalmente em pessoas que já tiveram a doença por outro sorotipo”, afirma.

Nesses casos, há maior risco de complicações como sangramentos, queda de pressão e dor abdominal persistente.

Diferenciar dengue de outras viroses, como gripe ou Covid‑19, pode ser difícil. Por isso, o diagnóstico precoce é essencial para evitar agravamentos.

⚠️ Sinais de alerta e cuidados

Alguns sintomas exigem atenção imediata: dor abdominal intensa, vômitos persistentes, sangramentos, sonolência excessiva ou queda de pressão.

“Esses sinais indicam risco de agravamento e demandam avaliação médica rápida”, reforça Tassiana.

A médica também alerta para os riscos da automedicação. Anti-inflamatórios e ácido acetilsalicílico devem ser evitados, pois aumentam o risco de sangramentos. A hidratação adequada é fundamental para a recuperação.

💧 Prevenção ainda é o melhor remédio

Eliminar água parada continua sendo a principal forma de prevenção. Manter caixas-d’água vedadas, limpar ralos e bandejas e observar vasos de plantas são medidas simples que reduzem significativamente o risco de transmissão.

🏥 Contexto institucional

A Santa Casa de São Roque é gerenciada pelo CEJAM – Centro de Estudos e Pesquisas “Dr. João Amorim”, entidade filantrópica que atua em parceria com o poder público em diversos municípios paulistas. O CEJAM desenvolve ações voltadas à promoção, prevenção e assistência à saúde, reforçando o compromisso com o Sistema Único de Saúde (SUS).

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