🚦 Sorocaba registra 80 mortes no trânsito em 2025; saúde dos motoristas entra em debate

Queda de 17,5% nas vítimas fatais não elimina preocupação com estresse, sono inadequado e falta de preparo dos condutores.

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Imagem ilustratriva com IA.

📉 Queda nos números, mas impacto ainda alto

Apesar da redução no número de mortes no trânsito em Sorocaba em 2025, os dados continuam preocupantes. A cidade registrou 80 vítimas fatais neste ano, contra 97 em 2024 — uma queda de 17,5%.

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De acordo com o Infosiga, sistema do Detran-SP, o Estado de São Paulo contabilizou 1.330 óbitos em acidentes viários entre janeiro e março de 2025, contra 1.439 no mesmo período do ano anterior, uma redução de 7,6%. Também houve diminuição de 3,2% nos sinistros com vítimas não fatais.

Em Sorocaba, além das 80 mortes, foram registrados 1.650 acidentes de trânsito ao longo do ano, entre colisões, atropelamentos e outras ocorrências. O custo econômico e social estimado ultrapassa R$ 180 milhões. Mais de 70% das vítimas fatais são homens em idade economicamente ativa, o que reforça o impacto sobre famílias e sobre a economia local.

🏍️ Motociclistas concentram maior número de mortes

Entre os óbitos registrados em 2025, 35 envolveram motociclistas, seguidos por 26 pedestres, 12 ocupantes de automóveis e três ciclistas. A vulnerabilidade dos motociclistas preocupa especialistas, que destacam a necessidade de maior conscientização sobre os riscos e a prática da direção defensiva.

🧠 Saúde mental e física em foco

Para Regina Maria Caramuru Moreno, médica do tráfego e diretora da Trabt Medicina e Segurança do Trabalho, a análise da aptidão para dirigir vai muito além de um simples exame de visão.

“A gente precisa enxergar o motorista como um todo, avaliar como está a saúde física, mental e emocional dessa pessoa. Dirigir exige atenção, equilíbrio e reflexos adequados. Muitas vezes, o condutor acredita que o exame médico serve apenas para verificar a visão, mas a análise envolve muito mais do que isso”, explica.

Ela alerta que fatores emocionais e clínicos podem comprometer diretamente a segurança no trânsito.

“Uma pessoa sob forte estresse, com sono inadequado ou utilizando determinadas medicações pode apresentar lentidão motora, sonolência, confusão mental e perda de atenção. Tudo isso interfere na direção e coloca em risco não apenas o motorista, mas todos ao redor”, afirma.

📚 Educação e prevenção

O alerta se intensifica quando o assunto são os motociclistas, grupo que concentra o maior número de mortes no trânsito sorocabano em 2025.

“Muitos jovens tiram a primeira habilitação e acabam associando a moto a uma sensação de liberdade e velocidade, sem compreender totalmente os riscos envolvidos. A motocicleta expõe muito mais o condutor, um acidente pode gerar sequelas graves e permanentes. Por isso, é fundamental que exista consciência, responsabilidade, conhecimento da legislação e prática de direção defensiva”, ressalta.

Além da conscientização promovida pelo Maio Amarelo, a médica reforça que a prevenção precisa começar desde cedo, inclusive no ambiente escolar.

“A prevenção é sempre o melhor caminho. Educação no trânsito deveria fazer parte da formação das crianças desde cedo. Também é essencial que as pessoas cuidem da saúde física e emocional, tenham qualidade no sono, controle do estresse e busquem informações sobre legislação e segurança viária. A Medicina do Trabalho e a Medicina do Tráfego têm justamente esse papel de orientar, prevenir e contribuir para que o motorista esteja apto física e mentalmente para dirigir”, conclui.

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