O GOLPE TÁ AÍ, CAI QUEM QUER: NO DIA DOS NAMORADOS, PERITO DIGITAL DÁ SEIS DICAS DE COMO NÃO CAIR NO GOLPE DO TINDER

“Basta um clique para conhecer sua alma gêmea ou um possível golpista”, diz Wanderson Castilho, perito digital e CEO da Enetsec.

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Os namoros virtuais se tornaram uma verdadeira febre entre os jovens e até mesmo os mais velhos estão se rendendo aos encantos dos romances online, segundo o portal Cinza Pedroso, iniciativa da FGV, uma em cada três pessoas com mais de 50 anos já se inscreveu em plataformas ou aplicativos de namoro online.
 

Com as novas tecnologias, a distância deixou de ser um obstáculo, e encontrar alguém especial ficou tão fácil quanto dar um clique. Mas cuidado: Com um só clique você pode encontrar sua alma gêmea… ou um golpista.
 

Wanderson Castilho, perito em crimes digitais e CEO da Enetsec, garante que é possível ter um relacionamento online seguro, desde que se esteja atento aos perigos da web. Ele alerta sobre os estelionatários, sempre prontos para aplicar golpes financeiros disfarçados de romance.
 

“Os golpistas geralmente se apresentam como pessoas muito atraentes, com uma oratória impecável e sempre dispostos a ajudar. Eles buscam perfis específicos: Pessoas que passaram por desilusões amorosas, traições, luto, depressão ou aquelas que ainda sonham com o príncipe encantado”, explica Wanderson.
 

Esse golpe, conhecido como ‘catfishing’, tem feito muitas vítimas ao longo da história e o que antes era somente pelo Facebook e Instagram, hoje em dia também acontece pelos aplicativos de relacionamento. “O criminoso cria um perfil falso para enganar pessoas emocionalmente e financeiramente, mantendo um relacionamento virtual dos sonhos em troca de dinheiro”, aponta o perito. Para se proteger desses e outros golpes, Castilho compartilha algumas dicas valiosas:
 

1. Desconfie de perfis “perfeitos”
 

Perfis que exibem vidas perfeitas, com fotos deslumbrantes e ostentação, são frequentemente falsos. Quanto mais bonita e positiva a história, menos real ela é.
 

2. Sem chamadas de vídeo? Caia fora!
 

Conheça o rosto da pessoa com quem você está se relacionando através de chamadas de vídeo. Essa é uma maneira básica de confirmar a identidade do seu interlocutor.
 

3. O xaveco “deixa eu ouvir sua voz” deve ser seu aliado
 

Golpistas costumam se passar por pessoas muito ocupadas, com profissões que justificam a falta de encontros presenciais e até mesmo de mensagens de áudio.
 

4. É flerte ou entrevista de emprego? Desconfie de perguntas excessivas!
 

Os criminosos estudam o perfil da vítima para adaptar seu discurso. Perguntas aparentemente bobas como “Qual o seu homem ideal?” são usadas para moldar o personagem que a vítima idealiza.
 

5. Seu endereço, nomes de amigos e familiares são primordialmente confidenciais
 

Evite fornecer informações sigilosas e nunca clique em links enviados durante as conversas. Golpistas se aproveitam da confiança para aplicar fraudes.
 

6. Eu caí no golpe, e agora?
 

Se você se tornar uma vítima, Castilho recomenda guardar todas as conversas, bloquear imediatamente o golpista, registrar um Boletim de Ocorrência e procurar ajuda profissional.
 

Embora no Brasil, 4 em cada 10 brasileiras dizem já ter sofrido algum golpe de namoro virtual ou conhecem alguém que foi vítima, segundo pesquisa da organização ‘Era Golpe, Não Amor’; o perito ressalta que, homens não estão livres dessa ameaça e também podem cair nestes golpes, mas tendem a não verbalizar por vergonha ou medo de julgamento.
 

Em geral, namorar online pode ser uma experiência emocionante e gratificante, mas é crucial estar sempre alerta para evitar armadilhas e proteger seu coração e seu bolso. “O ideal é manter a conversa dentro da plataforma de relacionamento até ter certeza de que a pessoa é realmente quem diz ser”, conclui Castilho.
 

Saiba mais sobre Wanderson CastilhoCom mais de 5 mil casos resolvidos, o perito cibernético e físico, utiliza estratégias de detecção de mentiras e raciocínio lógico para interpretar os algoritmos dos crimes digitais. Autor de quatro livros importantes no segmento e há 30 anos no mercado, Wanderson Castilho refaz os passos dos criminosos virtuais para desvendar a metodologia empregada no crime digital. Certificado pelo Instituto de Treinamento de Análise de Comportamento (BATI) da Califórnia, responsável por treinar mais de 30 mil agentes policiais, entre eles profissionais do FBI, CIA e NSA. Também possui certificados em Certified Computing Professional – CCP – Mastery, Expert in Digital Forensics, é membro da ACFE (Association of Certified Fraud Examiners). E sua recente certificação como Especialista em investigação de criptomoedas pelo Blockchain Intelligence Group, ferramenta usada pelo FBI, o coloca hoje em um patamar de um dos maiores profissionais em crimes digitais do mundo sendo um dos especialistas mais cotados para resolver crimes cibernéticos.

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