Epilepsia ainda é cercada por mitos, mas tem tratamento e controle na maioria dos casos

Desinformação e estigma podem atrasar o diagnóstico; conhecer os sinais e os cuidados durante uma crise faz diferença para a segurança e a qualidade de vida dos pacientes

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A epilepsia é uma condição neurológica que afeta cerca de 50 milhões de pessoas no mundo e 2 milhões no Brasil, segundo a OMS. Apesar dos avanços médicos, ainda é cercada por mitos e preconceitos, o que atrasa diagnósticos e dificulta a vida dos pacientes.

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De acordo com a neurologista Nely Sartori, do Hospital Regional de Assis, crenças equivocadas — como a ideia de que a saliva transmite a doença — reforçaram o afastamento social ao longo da história. “O problema não é apenas a manifestação em si, mas também o preconceito que limita oportunidades e faz muitos esconderem o diagnóstico ou atrasarem a busca por tratamento”, afirma.

As crises epilépticas não se resumem às convulsões. Podem incluir olhar fixo, desligamentos breves, fala desconexa, sensação súbita de medo ou quedas inexplicáveis. Identificar corretamente esses sinais é essencial para definir o tratamento adequado. Até 70% dos pacientes podem controlar as crises com diagnóstico preciso e uso correto da medicação.

Durante uma crise convulsiva, especialistas orientam: afastar objetos perigosos, proteger a pessoa de traumas, cronometrar o episódio e colocá-la de lado após o término. Nunca se deve colocar objetos na boca, puxar a língua ou oferecer água/medicamentos. O socorro médico deve ser acionado se a crise durar mais de cinco minutos ou se houver repetição sem recuperação.

Para a médica, ampliar o conhecimento sobre a doença é essencial para reduzir o estigma. “Epilepsia tem tratamento e não deve ser escondida. Com acompanhamento médico, a maioria das pessoas pode levar uma vida plena”, conclui.

Créditos

Matéria produzida em parceria com o CEJAM – Centro de Estudos e Pesquisas “Dr. João Amorim”, entidade filantrópica e sem fins lucrativos fundada em 1991. A instituição atua em parceria com o poder público no gerenciamento de serviços e programas de saúde em diversas cidades de São Paulo e outros estados, apoiando o SUS e promovendo ações de prevenção e assistência. O CEJAM integra o Instituto Brasileiro das Organizações Sociais de Saúde (IBROSS) e é reconhecido como referência em gestão de saúde. Siga o CEJAM nas redes sociais (@cejamoficial) e acompanhe os conteúdos divulgados no site da instituição.  

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