Exames de imagem ganham importância no diagnóstico precoce de doenças pulmonares

Avanço tecnológico permite identificar alterações respiratórias antes do surgimento de sintomas mais graves

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Imagem ilustrativa com IA

Tosse persistente, falta de ar, chiado no peito e cansaço frequente costumam ser encarados por muitas pessoas como problemas passageiros. No entanto, especialistas alertam que esses sinais podem indicar doenças respiratórias que exigem investigação médica e acompanhamento adequado.

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O tema ganha relevância diante do aumento das doenças respiratórias crônicas e da crescente preocupação com o diagnóstico precoce do câncer de pulmão. Dados do sistema InfoGripe, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), apontam crescimento nas internações por doenças respiratórias em 2026, reforçando a necessidade de atenção aos sintomas e ao acesso a exames especializados.

Nesse cenário, os exames de imagem passaram a desempenhar papel cada vez mais importante na medicina diagnóstica, auxiliando na identificação precoce de alterações pulmonares, no acompanhamento da evolução das doenças e na definição de tratamentos.

Recentemente, a discussão sobre diagnóstico precoce ganhou destaque após a Comissão de Saúde da Câmara dos Deputados aprovar regras gerais para ampliar o diagnóstico precoce do câncer de pulmão no Sistema Único de Saúde (SUS).

Segundo a médica radiologista Dra. Claudia Friedrich, especialista em imagem abdominal e torácica, os avanços tecnológicos ampliaram significativamente a capacidade de detecção de alterações pulmonares em estágios iniciais.

“Hoje, os exames de imagem permitem identificar alterações antes mesmo de sintomas mais graves aparecerem. Isso amplia as possibilidades de tratamento e reduz o risco de evolução silenciosa de algumas doenças respiratórias”, explica.

Tomografia se destaca no acompanhamento de doenças pulmonares

Entre os principais exames utilizados atualmente estão a radiografia de tórax, a tomografia computadorizada, o ultrassom pulmonar, a angiotomografia e, em situações específicas, exames como PET-CT e ressonância magnética.

Nos últimos anos, a tomografia computadorizada passou a ocupar posição de destaque no acompanhamento de doenças como Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC), fibrose pulmonar e câncer de pulmão.

Isso ocorre porque o exame permite visualizar estruturas pulmonares com maior detalhamento quando comparado ao raio-X convencional, favorecendo a identificação de alterações ainda em estágios iniciais.

De acordo com especialistas, o rastreamento pode ser especialmente importante para pessoas com histórico de tabagismo, idosos ou indivíduos expostos por longos períodos a agentes nocivos no ambiente de trabalho.

“A tomografia de alta resolução consegue identificar pequenas alterações pulmonares, áreas iniciais de fibrose e até nódulos muito pequenos. Em muitos casos, conseguimos acompanhar a progressão da doença com bastante precisão”, afirma a médica.

Novas tecnologias ampliam precisão dos diagnósticos

A evolução tecnológica também tem contribuído para aumentar a qualidade dos exames. Estudos recentes indicam que novas gerações de tomógrafos oferecem imagens mais detalhadas, auxiliando no diagnóstico e monitoramento de doenças pulmonares.

Outra ferramenta que vem ganhando espaço é o ultrassom pulmonar realizado à beira do leito, especialmente em hospitais e unidades de terapia intensiva. O método permite avaliações rápidas e pode contribuir para a identificação de condições como derrame pleural.

Além disso, a inteligência artificial começa a integrar a rotina da medicina diagnóstica. Sistemas desenvolvidos para auxiliar a interpretação das imagens conseguem identificar automaticamente alterações suspeitas, como nódulos pulmonares e áreas de opacidade, ajudando na priorização de casos mais urgentes.

Segundo especialistas, a tecnologia não substitui a avaliação médica, mas funciona como ferramenta complementar para aumentar a eficiência e reduzir o tempo de resposta dos exames.

Demanda tende a crescer com envelhecimento da população

Para profissionais da área, a tendência é que a procura por exames respiratórios continue aumentando nos próximos anos, impulsionada pelo envelhecimento populacional, pelo crescimento das doenças crônicas e pela busca por diagnósticos mais precoces.

A expectativa é que o avanço da medicina diagnóstica contribua para tratamentos mais rápidos, acompanhamento contínuo dos pacientes e melhoria da qualidade de vida, especialmente em doenças que podem evoluir de forma silenciosa quando não identificadas precocemente.

As informações técnicas desta reportagem foram fornecidas pela Fundação Instituto de Diagnóstico por Imagem (FIDI), instituição especializada em diagnóstico por imagem que atua em hospitais e unidades de saúde em diferentes estados do país, desenvolvendo atividades de assistência, pesquisa e educação médica.

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