
Também conhecida por Zoomers, iGeneration ou Centennials. A geração nascida entre 1995 e 2010. Primeira geração a ser considerada “nativa digital”. Por quê? Simplesmente porque faz uso intenso da internet, redes sociais e novas tecnologias desde o berço. Ela apresenta dificuldades em produzir textos, interpretar conteúdos ou escrever manualmente com fluidez. Há autores que a considera geração imbecilizada. Entretanto, o fenômeno não reside em uma única causa. Há um conjunto de transformações culturais, tecnológicas e educacionais. O empobrecimento cultural e educacional é latente e gritante.
Basicamente, são quatro as causas: 1. Digitação precoce. O contato com telas, aplicativos, e redes sociais forçou o uso de mensagens instantâneas, emojis, vídeos, tweets e correlatos. 2. Sem hábito de leitura. O motivo anterior levou a formatos instantâneos e os livros profundos e densos tornaram-se abjetos. Os grandes escritores são desconhecidos. 3. Cultura transitória. O mundo, e o Brasil em especial, não souberam adaptar suas metodologias ao contexto digital. A lacuna na formação da escrita e da interpretação de textos é latente; fora a questão ideológica que grassa no Brasil. 4. Desuso da escrita manual. Não se escreve mais manualmente. A caligrafia e a escrita cursiva são monstros jurássicos para o alunato. A coordenação motora e a memória estão sendo afetadas significativamente.
Há superficialidade na comunicação: dificuldade de argumentação lógica e racional; incapacidade de debate de ideias; produção acadêmica pífia. Produziu-se limitação cognitiva: há perda de habilidade de concentração e de pensamento crítico. Impacto profissional: nos relatórios, projetos e comunicações formais, a clareza e a profundidade têm sido relegadas de forma acentuada. Há um profundo empobrecimento cultural (tema para outro artigo).
E as soluções? Aqui reside o grande problema. As apresentadas não têm resolvido. As soluções políticas atuais são desastre total. É preciso saber integrar tecnologia ao ensino tradicional com a prática da leitura e da escrita manual. A produção textual deve ser valorizada à exaustão para que haja argumentação estruturada e longa. É fundamental a exigência de leituras críticas e clássicas (artigos científicos, ensaios, clássicos da literatura, e outros). A tecnologia é bem-vinda; mas, deve ser usada como aliada e de forma consciente; e não como fonte principal.
A Geração Z foi moldada a este estágio. De quem é a culpa? Quem se habilita? Ela foi moldada por uma estrutura que fragmenta a informação e privilegia a rapidez. Como equilibrar os dois mundos? Como não consumar a imbecilização? O desafio é o equilíbrio. E este pode produzir o melhor: tradição e inovação em grau elevado. O desafio passa pela família, escolas e universidades. Ah! Que ótimo seria se a política educacional vigente fosse expurgada. Abraço.



