Nova terapia aprovada pela Anvisa reacende debate sobre tratamento do Parkinson avançado

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Imagem ilustrativa com IA

A aprovação de uma nova terapia pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para pacientes com Parkinson avançado reacende a discussão sobre os desafios no tratamento da doença, que afeta mais de 500 mil brasileiros com 50 anos ou mais, segundo estudo da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e do Hospital de Clínicas de Porto Alegre.

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O Parkinson é a doença neurológica que mais cresce no mundo. A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que mais de 8,5 milhões de pessoas convivem com a condição atualmente, e que esse número pode ultrapassar 25 milhões até 2050.

A nova terapia combina foslevodopa e foscarbidopa, administradas por infusão subcutânea contínua de 24 horas, buscando maior estabilidade dos sintomas. O tratamento é voltado para pacientes em fases avançadas, quando os medicamentos convencionais já não apresentam a mesma eficácia.

De acordo com a neurologista Márcia Rodrigues, do AME Carapicuíba, a chegada de novas alternativas representa avanço importante:

“Quando surge uma nova opção terapêutica, ampliamos as possibilidades de individualizar o tratamento e melhorar a qualidade de vida dessas pessoas”, afirma.

A médica ressalta que, apesar do avanço, a terapia não significa cura e que o acompanhamento deve ser contínuo e multidisciplinar, envolvendo fisioterapia, fonoaudiologia, terapia ocupacional e atenção à saúde mental.

Outro ponto destacado é a importância do diagnóstico precoce. Além dos tremores, sinais como alterações no olfato, lentidão motora, mudanças na escrita e distúrbios do sono podem indicar o início da doença.

Com o envelhecimento da população brasileira, especialistas alertam para o aumento dos casos nos próximos anos, reforçando a necessidade de ampliar o acesso a tratamentos e acompanhamento especializado.

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