Sobre plantar e colher (talvez)

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Assisti um vídeo de uma jovem chamada Anna Beatriz Gomes (@beatrizgomeslessa), com grande inteligência, sensibilidade e talento artístico. Nele havia uma reflexão profunda, cheia de potencialidades e altamente impactante.

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Confesso que poucas coisas na internet me impactam profundamente e me afetam em lugares doloridos. Já assisti, seguramente, mais de uma dezena de vezes, seja em compartilhamentos ou as vezes que o procurei para vê-lo.

Esse vídeo inicia com ela dizendo a seguinte frase: “Isso aqui é a prova de que viver é a constância de plantar sem ter a certeza de colher”. A partir disso, ela comenta sobre todo esforço de seu pai em conhecer sobre técnicas de sistemas agroflorestais, preparação e enriquecimento do solo para que houvesse a maior eficiência possível no plantio da palmeira açaí.

Por tempos ele se dedicou aos cuidados, sob os devidos tratos culturais que a espécie exigia naquele ambiente. Através de alguns anos essa dedicação foi exigida e, quando as palmeiras iniciavam a formação de seus primeiros frutos, seu pai faleceu.

Ela ainda reforça que faria a colheita com tanta alegria quanto a que seu pai empenhou ao plantar e cuidar daquelas árvores. E assim, deixa uma lição para que continuemos nossos plantios, ainda que sem saber se iremos colher, mas plantando o que for de bom.

Que potência de reflexão, que potência de legado, que potência de missão! Sinto que essa reflexão possa discorrer sobre a percepção de que entre o plantar e o colher, existe o regar e o esperar.

Quem sabe, ainda, se esta reflexão da jovem Anna Beatriz não se refira para você aos açaís, mas sim o legado de vida de seu pai. Talvez seja sobre o fazer e dispensar o retorno a si mesmo. Possivelmente você assista ao vídeo e te impacte da maneira mais particular que nem você mesmo poderia imaginar.

A interpretação é exclusiva de cada qual, especialmente pelo momento de vida que esteja passando… seja o plantar sem pensar na colheita da maternidade, paternidade, adoção de um animal de estimação, sobre a vivência do luto de um familiar… ou seja lá mais o que for.

Plante, regue, cuide, colha (talvez). Amizades, convívios, vivências, infâncias, alegrias, tristezas, frutos, frutas, sombra, brisa, música, abraços, beijos, saudades, luto, nascimento, vida, morte. Plante, regue, cuide, colha.

Participe da solução! Envolva-se! Incomoda? Então não se acomode!

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